terça-feira, 16 de julho de 2013




Janeiro.

A carta apareceu. Curiosos, todos leram a história inacabada.

Lua do janeiro seguinte.

Nas cidadezinha ainda com medo, a última frase da carta apareceu desvendando o mistério.

Do livro O colecionador de dedos.

Silas Falcão

QUERO





                

Ter o amor como esteio da criação
Quero presente sua companhia.
Quero acalanto como "um ser-no-mundo"
Que a luz do sol mostre o caminho certo.
Seus gestos simples emprestarem leveza à vida
Seu sorriso esculpido pelos deuses.
O seu vivo olhar derramar rios de ternura
Quero ver o romper matutino.
E ficar às claras.
Quero as convulsões das palavras escondidas
E distanciar-me dos sentimentos submersos
E gritar no deserto de um silêncio traidor
Quero recolher do chão as folhas mortas
E melhorar os pensamentos mórbidos e fugazes.
E retirar o temor das grandes noites
Empoeiradas pela escuridão
Conduzindo nos braços dos sonhos que não escolhi sonhar.



Gilson Pontes

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A PERGUNTA TEM SIDO RECORRENTE: O QUE VOCÊ ACHOU DA FLIP? EM RESPOSTA, ESCREVI O SEGUINTE TEXTO



Há uma Flip para cada um, ou seja, cada um sabe o que busca num evento como a Flip.

Na Flip há carnaval (literalmente), com marchinhas e bonecos; na Flip há cachorros muitos, alguns pareciam o Mike Tyson, de tão fortes – este ano percebi que todos sonhavam com um mundo cheio de preás, como a gracilianiana Baleia (estrela da festa – acho que foi por isso que o escritor americano Tobias Wolff leu para nós A Dama do Cachorrinho, de Tchécov).

Na Flip sobram mister - sir - miss - mademoiselle, mas por lá também encontrei algumas sinhas vitórias e fabianos, pelos cantos, meio refugiados, tentando segurar um pouco de concreto daquela doce ilusão.

Na Flip há muita gente bonita, muitos livros e muita bebida; há também na Flip artistas anônimos que tiravam um som arretado e me faziam parar na rua para me reposicionar no mundo. 

Na Flip há um mar cativante e muitas serras buscando o céu; há na Flip um corre-corre por livros, palestras literárias, comidas, bebidas, mas principalmente por banheiros: meu Deus, como o simples ato de urinar tornou-se precioso na Flip (“Meu reino por um banheiro!” – escutei alguém gritar).


Há na Flip muitas pedras redondas e lisas que não me deixavam tirar os olhos de cada palmo de chão que pisava – logo eu, um flaneur inveterado, que adora andar de cara pra cima procurando platibandas, balaustradas e campanários (lá se foram dois pares de sapatos e uma dupla de joelhos). 

Meus amigos, na Flip tem de cada tudo um pouco. Havia a Flip da galera e do Galera, das pessoas e do Pessoa, das lobinhas e do Lobão e do Wolff (quem teve a idéia de juntar no mesmo evento o Lobão e o Gil?)

Encontramos na Flip imortais caminhando pelas ruas, andando sobre as pedras como quem anda sobre as águas. Vi ternos menininhos cantando (para ganhar uns trocados) e lindas mulheres sorrindo (para maltratar corações).

Flip... Flip... Todos falavam dessa mulher: uns difamavam seu nome, outros desejavam seu corpo. Tive a oportunidade de conhecê-la de perto. Amei-a como se deve amar, laureando as qualidades, subjugando os defeitos. A Flip é uma mulher fatal, e quem não a conhece deveria conhecer. Não é prático nem ético julgar o desconhecido.

Agora falando sério (só para lembrar Chico Buarque): Há mesmo uma Flip para cada um. Tive que escolher a minha. Enquanto técnico de cultura do Sesc e amante das letras, escolhi a Flip dos livros, das mesas literárias de substanciosos conteúdos, a Flip de Graciliano, mas também de Pessoa, a Flip de Hatoum, de Rui Castro, de Lourival Holanda, a Flip do intercâmbio cultural, dos bons contatos, da amizade permeada de livros, dos artistas de esquina, dos escritores anônimos nomeando coisas para transformarem em livros. 

Entre tantas flips, escolhi a minha, que só foi tão minha assim porque vivida com outros, por outros, nos outros. E posso dizer, sem hesitar: Sim, valeu a pena!

Carlos Vazconcelos


terça-feira, 9 de julho de 2013




CONFESSIONÁRIO

- Pode contar seus pecados, meu filho.
- Padre, sou seu neto.

Silas Falcão

29 de junho, noite de São Pedro, o Abraço Literário realizou no sítio do padre Bernivaldo Carneiro, o Arraiá do Abraço. Casamento matuto, comidas típicas, cervejas e muito forró se esparramaram nesta noite festiva.



Padre Bernivaldo Carneiro e Anastácia
Casamento matuto. Delegada feroz.
Do Carmo e Rosa Morena

Terciana


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quinta-feira, 13/06, abertura do II Encontro.
Elias de França.
Silas Falcão
Teatro Rosa Moraes
Silas Falcão, Rdo. Câmdido, Carlos Vazconcelos. Elias, Dideus Sales e Flávio Machado
Teatro Rosa Moraes
Dideus Sales, Carlos Vazconcelos e Luciano Bomfim
Teatro Rosa Moraes
Bate papo entre escritores
Luciano Bomfim, autografando Aliterar versos
Palestra do Talles Azigon, no Colégio Sônia Burgos
Anfiteatro na Praça Poeta José Coriolano
Milleide Flores, no IFCE - Palestra Politicas públicas para o livro livro e a leitura
Apresentação poética do Abraço Literário- Teatro Rosa Moraes
Pres. da Câmara dos Vereadores anunciado a aprovação dos titulos de cidadão crateuense
Quintal com arte.
Audo Costa, Flávio Machado, Raimundo Cândido e Silas Falcão
Colégio Luiz Bezerra
Palestra Caminhos do Sol, mediado por Raimundo Cândido 
Teatro Rosa Moraes
Bazar das Letras
Lançamento dos livros Aliterar versos, de Luciano Bomfim, e Os dias roubados, de Carlos Vazconcelos.
Colégio Vitória
Palestra do Kelsen Bravos
Praça Poeta José Coriolano
Edmilson Providência com Fátima
Praça Poeta José Coriolano
Apresentação do Abraço Literário
Palestra: Do espiritual ao espirituoso, com Juarez Leitão.
Bodega Literária, em frente ao Teatro
De azul, professora Rosa Moraes, que completará em outubro 100 anos
Armarinho Literário
Armarinho Literário
Apresentação do Abraço Literário