domingo, 14 de junho de 2015

ADVENTO


SOBRE OS AUTORES:

ALVES DE AQUINO - nasceu em 1974, em Mucambo, Ceará. Publicou, em 2008, o Memorial Bárbara de Alencar & outros poemas, antologia do Segundo Movimento do Concerto N. 1nico em Mim Maior para Palavra e Orquestra, cujo Primeiro Movimento foi publicado em 2010.

DÉRCIO BRAÚNA nasceu em Limoeiro do Norte, Ceará, em 1979. Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará. Publicou os livros de poesia O pensador do jardim dos ossos, A selvagem língua do coração das coisas, Metal sem húmus, além de livros de contos e teóricos abordando as relações entre história e literatura africana.

SAMARONE LIMA é jornalista e escritor. Nasceu no Crato, Ceará, e vive no Recife desde 1987. Foi finalista do prêmio Jabuti com o livro-reportagem Viagem ao crepúsculo, em 2010, e com A praça azul & Tempo de vidro, de poesia, em 2013. Em 2014 conquistou o 1º lugar no Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2015 e o segundo lugar no 2º Prêmio Brasília de Literatura, na categoria Poesia, com o livro O aquário desenterrado, publicação da editora Confraria do Vento. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O CRONISTA. CRÔNICA DE PEDRO SALGUEIRO PARA O JORNAL O POVO


Pedro Salgueiro

(Foto: Tatiana Fortes)

"Mas o cronista maior é mesmo aquele falsamente displicente, estudadamente arrogante, despudoradamente cínico; mas que não seja nem mesmo alegre, de modo algum triste, muito menos poeta "

O cronista é aquele gato vagamundo que perambula pelos quintais (reais ou imaginários), afastando telhas, dando susto em lagartixas; tudo pelo simples prazer de vagar por aí sem pai nem mãe; um bichano daqueles bem reles, que sequer têm dono; come quando lhe sobram algumas migalhas – e até quando faz amor incomoda. Raramente tem prestígio, vez e voz (claro, há os felídeos de apartamento, de pelo lustroso, porém não resistem ao simples contato com a terra suja dos monturos). 

É lido junto com pão de todos os dias, rapidinho antes que o café esfrie na xícara; tem quase obrigação de não assustar o recém acordado, mas nem sempre consegue: conheço senhora que se engasgou ao ler certos despautérios de colega mal educado; ouvi falar de cismado patrão que demitiu mais de um funcionário depois de conferir uma crônica sem pé nem cabeça de um camarada sem sensibilidade – dessas croniquinhas que querem somente chocar o quase ainda dormindo madrugador.

Há os que aprendem a pôr a farinha na forma com maestria, lépidos, rápidos e fagueiros, escrevem suas crônicas até caminhando, comendo, dormindo... São de palavras fáceis, corretas, escorreitas, leves e livres; nem carecem alegar nada para agradar o incauto leitor; são quase máquinas, legítimos mágicos, se acham máximos. Existem, ainda bem, os pesquisadores natos, que engrossavam braços no manejo de dicionários e enciclopédias; hoje usufruem da leveza rápida do Google pai. Pululam por aí os inveterados umbiguistas, que fazem de suas nem sempre exóticas entranhas o farto prato de todas as mesas; conquistam amigos do peito, igualmente desafetos aos borbotões. Encontra-se também os que entortam bigornas na procura do tema certeiro, e batem que batem martelos que nem ferreiro à beira do fole na busca do estilo correto; verdade que acertam aqui e acolá uma foice que preste, um machado de mestre; mas na maioria das vezes apenas estragam ferro... esquentam a braguilha, tostam o bigode e as sobrancelhas.

Mas o cronista maior é mesmo aquele falsamente displicente, estudadamente arrogante, despudoradamente cínico; mas que não seja nem mesmo alegre, de modo algum triste, muito menos poeta. Diz tudo o que o fiel leitor (esse canalha exigente) quer ouvir e nunca teve lá muito tempo, tudo o que o ledor sempre quis dizer e jamais criou coragem de pronunciar; tudo o que ele (esse, convenhamos, famigerado leitor) sequer imaginou.

O cronista bom mesmo é aquele que nem mesmo possui o nome de cronista impresso na cabeceira da página, que é apenas mero colaborador, colunista, convidado, sujeitado... Um quase escritor fantasma! Que escreve pelo simples prazer (e vaidade, não é mesmo?) de ver seu nome estampado, que não ganha nadicas de nada e ainda compra o jornal!

30.05.2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015





MAPAS DA ÁSIA

                                                Aperte bem os olhos
                                                para ver direito
                                                os mapas da Ásia
                                                aperte bem,
                                                Você poderia ter nascido lá,
                                                Você poderia ter nascido
                                                 negro ou índio
                                                 branco ou mouro . . .
                                                 Deixe os olhos soltos
                                                 Lembre bem: na Ásia
                                                 somos nós, os outros.



                                                                   Carlos Nóbrega

quinta-feira, 21 de maio de 2015

CARTÃO PO(E)STAL DE JORGE FURTADO


AUTORES E IDEIAS





Entrevista d’O Poeta de Meia-Tigela, no programa Autores e Ideias, com Lilian Martins

http://www.al.ce.gov.br/index.php/noticias/radio-web-assembleia/culturais




Capa - autoria de Lúcio Cleto - do livro de poemas E5PELHOS, do Projeto Edições em Coautoria. Participam Carlos Nóbrega, Frederico Régis, Jorge Furtado, Lúcio Cleto e O Poeta de Meia-Tigela. Os originais foram entregues segunda-feira à Expressão Gráfica.