sexta-feira, 13 de julho de 2012



                                            A REPRODUÇÃO
                                             
                          Em ti Darlene encontrei da Gioconda
o mesmo riso zombeteiro e insinuante.
A boa aura e aura má que nela ronda
d’igual maneira se derrama em teu semblante.

A calma sanha que ia n'alma de Da Vinci
pintou-se em tua face atenta e ausente.
E por mais que te dissociar eu tente
tu me incitas com o mesmo olhar perto e distante.

Tu vais nas ruas como anda esta pintura
sobre os tempos para que o mundo se arrependa
E plagiário eu me tornei pela injúria
de tê-la visto em carne e alma e osso e lenda.

Que queres tu de mim estranha deusa?
Que eu creia ser mentira o que tu finges?
Nem queiras que eu te decifre ó bela esfinge
pois o que mais na vida quero é ser tua presa.

Carlos Nóbrega

Um comentário:

O POETA DE MEIA-TIGELA disse...

Misteriosa Gioconda -
Ver-te é ver a Monalisa
(Nem bem meu olhar te alisa
Já me engoles, Anaconda)!

Abraço tigeleonárdico!

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